quarta-feira, 23 de maio de 2012
Greve que não te quero greve!!!
Depois de muitos anos me vejo novamente em meio a uma greve de professores das Universidades Federais.
Mas quanta diferença! Não dá para explicar o tamanho da diferença! Eu, que já fui líder sindical, que conduzi mais de uma greve, que organizei muitas manifestações, aqui e em outros lugares, me pego hoje desacreditando desse tipo de movimento.
Foi-se a esperança de que o movimento coletivo produzirá a mudança?
Foi-se a ilusão de que a luta da classe trabalhadora é que mudará o mundo?
Não sei dizer. Mas que algo foi-se, não tenho dúvidas.
O embate de outros tempos produziu uma cicatriz muito grande, que marca na carne um descrédito com o movimento coletivo, com a categoria dos professores, com tudo isso.
No entanto, essa constatação incomoda. Talvez isso seja sinal de que, no fundo, alguma esperança resta ainda.
Só não sei esperança em que!!
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