“A adoção do vestibular unificado motivou reflexão sobre o gargalo entre o que o ensino médio oferece e o que as universidades exigem.” (Walter Manna Albertoni, Folha de Säo Paulo, 18/04/2010)
Apesar dos problemas com o Sisu (Sistema de Seleção Unificado) do MEC (Ministério da Educação), o programa possuí o mérito de possibilitar que, apenas com uma prova, candidatos de qualquer região do país, de qualquer nível social, possam concorrer a uma vaga em várias instituições de ensino superior de qualidade. O programa foi criado com o objetivo de dar mobilidade e facilitar o acesso ao ensnio superior. No entanto, esse modelo levantou uma importante questão que diz respeito ao que se ensina no ensino médio e o que se exige nas universidades. Na grande maioria dos casos, existe uma grande distância entre esses dois pontos.
Com a criação de um processo unificado de seleção, a universidade tem a oportunidade de discutir e propor inovações e novas metodologias que possam dar conta das inúmeras falhas no processo de educação, amplamente discutidos nos últimos anos. O processo de acompanhamento deste programa é fundamental para que tenhamos um panorama do perfil dos novos ingressantes, taxas de evasão, índices de reprovação, entre outros fatores, que possam nos auxiliar no desenvolvimento destas propostas.
No estado de Minas Gerais, por exemplo, a Secretaria de Educação implantou desde 2007, uma proposta de Currículo Básico Comum (CBC) nas escolas estaduais. Até que ponto este novo currículo tem sido considerado na hora em que se preparam os vestibulares nas Instituições mineiras, por exemplo? E as escolas privadas, seguem ou não esses CBC's? Com a adoção do processo unificado, será que haverá uma maior homogeinização nestes currículos? Ampliaremos as possibilidades de acesso, democratizando o proceso de seleção? Essas são algumas questões em aberto que devemos acompanhar como educadores que somos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário